sexta-feira, 16 de novembro de 2012


       A ORAÇÃO DE UMA MÃE
                                                           ( Parte I )

                "... e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis." Mateus 21:22

         Alberto, meu filho, onde vais? Era a voz de uma virtuosa mãe que se dirigia ao filho, por quem incessantemente orava. Que lhe importa isso? respondeu Alberto, dirigindo-se para a porta. em lagrimas a mãe disse: não me importa isso, Alberto? Não, eu já ilhe disse, estou farto de suas orações e dessa importunação contínua: "aonde vais, Alberto?" vou pelo mundo afora,onde não terei mais de ouvi-las. As suas orações a senhora pode me fazer em favor de outros, quero que me esqueça. Dizendo isso Alberto abriu a porta e dispõe-se a sair. Alberto era filho de um lavrador e tinha a idade de 20 anos. Naturalmente exaltado, dera-se ultimamente á bebida, que o levou a tomar aborrecimento á vida solitária dos campos. O pai, conquanto se inquietasse com o procedimento do filho, nunca insistiu com ele a esse respeito. Quando Alberto desapareceu, sua mãe se recolheu ao quarto para abrir seu coração diante do Senhor. Após trés anos, trés anos de uma vida agitada, no meio dos prazeres e seduções de uma grande cidade,e no coração daquele filho só restava um único desejo - o de pôr um fim na sua existência. sujo, sem recursos, ao ponto de não guardar mais vestígio de sua varonilidade, esmolava para mitigar a fome. Numa noite fria de inverno vêmo-lo dirigir-se apressadamente na direção de um rio no intuito de atirar-se e por um fim na sua miséria. Ao passar em frente a uma casa de culto sente-se involuntariamente e é impedido a entrar. um senhor de fisionomia amável e ainda jovem sobe ao estrado. naquele momento o cantor enchem o ambiente com uma suave voz. Nenhuma pena e capaz de descrever os sentimentos de Alberto que tumultuavam em seu coração. Pela primeira vez, após tantos meses de inditosa existência, sua alma volve um olhar para o passado e ele começa a sentir um desejo invencível de rever sua mãe...

 ( Livro Perolas Esparsas, pag. 156 )